A Harmonia do Vinho com a Comida (continuação)

A Harmonia do Vinho com a Comida (continuação)

Temos vindo, nos últimos artigos que publicamos, a abordar a temática da harmonia do vinho com a comida.
Entre outros aspetos, realçamos o papel do sal na comida, dos taninos no vinho, assim como o peso, a intensidade aromática, a acidez ou o açucar.
Assim, em refeições onde os aromas não são muito intensos a escolha deve recair sobre vinhos, se possível, com aromas semelhantes, valorizando ambos, por um lado o prato/refeição e por outro o vinho.
Por exemplo, nos pratos de caça estes devem ser acompanhados de vinhos velhos, devido à complexidade que, normalmente, são seu apanágio.
Caso contrário, se o vinho é demasiado aromático pode mesmo prejudicar o prato, tornando-o enjoativo, a título de exemplo, não caberá na imaginação de ninguém um vinho branco com forte aroma a moscatel a acompanhar um cozido à portuguesa, certo?…
Conforme também já referimos, em regra, o vinho deverá ser mais ácido do que o prato, de forma a não “matar” o vinho, tornando-o chato, sem graça e sem acidez.
No entanto, se o vinho prima pela acidez o prato não deve ter esta caraterística, devendo, neste caso, ser um prato que se distinga pela gordura, a titulo de exemplo, um bacalhau à lagareiro “casa” bem com um vinho do Dão, Bairrada ou Lisboa, pelo contrário, um vinho do Alentejo, em regra menos ácido e mais alcoólico, terá um “casamento” mais difícil.
Se o ingrediente dominante ou que sobressai é o sal, então recomenda-se um vinho ligeiro, pouco intenso e menos ácido.
No que respeita ás sobremesas/doces, os vinhos devem sobrepor-se, serem ainda mais doces, por ex. um leite creme queimado casa na perfeição com um moscatel de Setúbal ou um vinho do Porto tawny de 10/20 anos.
Em sentido inverso, “conciliação dos contrários”, o queijo Roquefort liga muitissimo bem com um Porto Vintage.
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